26 abril 2008

A Manhã de 26-04-2008

Manhã de Sábado, 26 de Abril de 2008
Toca a sair da cama cedo. Toca a fazer a higiene pessoal num estante. Há que despachar. O pequeno almoço está à nossa espera.
Esta manhã está muito preenchida. Temos de conhecer a vila de Mutzig e temos a recepção na Câmara Municipal às 10.00 da manhã. E deste modo tudo tem de ser feito à pressa.
Mas a alegria para participar, em todas as actividades que nos proporcionavam, era evidente. Depois de umas "baguettes" e de uns "croissants" com manteiga e doce estávamos prontos. Mais um café com leite ou simples já nos compunha o estômago.
E foi aqui que começámos a ouvir alguns dos casos anteriores... eu penso que são bocas a fazer fé nas várias opiniões...
- C’ est magnifique dizia ele a dançar com uma madame de 62 anos - por informação, não confirmada, cedida pela própria.
Mais… dans l’oreille .. non, non…
- O outro até lhe deu o número do celular. E ela ligou-lhe a seguir a dizer que alguém lhe tinha arrancado um bisou mas que lhe tinha ficado com a dentadura.
- E o último a sair do baile que até caiu.
(A saber que esta e outras historias são criadas pelo imaginário do autor e quem as pretender levar a sério terá, antes, de ser jogador dos veteranos durante, pelo menos, quatro anos).
E assim, depois de mais umas «nuances» a compôr o cabelo e os óculos, estávamos prontos para mais um dia de actividades.
( Já me esquecia... hoje também era o dia do famoso jogo).
Começamos a caminhar e vemos as primeiras casinhas. É uma construção diferente da nossa. Cores vivas com traves em madeira é uma constante pelas ruas desta cidade do Baixo-Reno.
A conversa entre todos os jogadores está animada mas temos de fazer uma paragem para tomar um café a sério.
- Um café a sério? Onde? Não acredito...
Assentamos arraiais numa pastelaria. Esta tem uma bonita esplanada e localiza-se na praça central. Aqui conseguimos uns belos minutos de sossego onde saboreamos tudo de bom que a vida tem para oferecer.Dois velhotes simpáticos trazem tudo aquilo que é pedido. Devagarinho mas com um sorriso enorme... O sol da manhã está espectacular e só uns bons e bonitos óculos nos permitem passar com distinção nesta prova.
E foi na esplanada que ficámos a saber da história do jacobino que era do contra. Tinha um tal feitio que estava sempre em contradição. Esteve mesmo numa posição contrária ao rei…
Mas um dia pôs-se a jeito e alguém conseguiu fazer-lhe a folha. Já depois de condenado e quando tinha a cabeça no cepo ainda foi capaz de ser do contra. Quando a guilhotina se fechou e a cabeça rolou ele deitou a língua de fora e arrebitou as orelhas…
E esta imagem é ainda, hoje, o símbolo da cidade e permanece bem vincada na torre do velho relógio, como podemos ver na imagem.
No final cada um teve direito a uma factura. Um café um factura... e lembrar que estamos tão longe de Portugal... tão longe... tão longe...
Por fim dirigimos os nossos passos para «Mairie» de Mutzig.
Esta recepção às 10.30 horas da manhã também foi bastante importante. Os jogadores já estavam a precisar... já digo de quê...
A Câmara de Mutzig que está alojada no antigo "Hotel de Ville" já se encontrava a postos. O assessor do Presidente já estava à nossa espera.
Num instante, lá nos reunimos na sala de recepção.
O Presidente de Mutzig apresentou imediatamente as suas credenciais. Antigo jogador da bola, antigo presidente do clube da terra e actualmente presidente da Câmara.
Falou muito e bem... mas o tradutor não conseguiu acompanhar as suas palavras.
Depois a reperentante da nossa Câmara Municipal a Vereadora Isabel Vicente também apresentou as suas credenciais. De uma beleza e uma simpatia que irradiava deixou o Sr. Presidente de Mutzig pelo beiçinho. E mais uma vez a tradução deixou muito a desejar...
Já o Vereador Helder Serafim, muito mais discreto, representou de um modo mais formal a união entre as pessoas e as duas cidades.
Belas palavras e belos presentes foram trocados.
Depois dos dircursos e da troca de prendas lá voltámos ao mesmo: comer e beber.
Uma mesa cheia de bolinhos e de bons vinhos estava diante de nós.
E, lembram-se?? Nós já estávamos a precisar de beber mais uns copos.
Sejamos irónicos: depois do que se bebeu ontem à noite, depois de uma noite pouco dormida e antes de um jogo internacional lá estávamos nós, mais uma vez, a ingerir alcool. Pouco, dirão uns... mas muito, afirmarão outros.
Pelo sim e pelo não lá começámos a comer e a beber.
E o vinho branco estava mais uma vez espectacular. Do melhor que já algum dia bebi (Isto e apesar de ser um apreciador de tintos...).
E foi assim até ao meio-dia.
Depois de mais este festim regressámos a pé até ao centro de estágio. Pelo caminho ainda vimos mais alguns monumentos de uma rara beleza.
Chegámos mesmo a falar com alguns emigrantes portugueses que ficaram contentes por falarem na sua língua com os nossos jogadores.

Mas a pressa era grande pois tinhamos de nos despachar para o almoço. O grande jogo aproximava-se a passos largos.
Mas, do almoço e do jogo que se aproximam vamos falar na crónica seguinte.


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