25 abril 2008

A Tarde de 25-04-2008

Tarde de Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008
Esperar pelas malas e sair do aeroporto foi um instante. ( O Joaquim Casimiro é que, não sei porquê, começou a refilar com os seguranças do aeroporto)
Eu nem sempre vi tudo. Mas depois de olhar atentamente para algumas fotografias reparei que o nosso Zé Miguel, mais uma vez, quiz dar mais uma olhadela para o "material" suiço...reparem nesta foto...
É óbvio que ele estava à espera das malas. Mas também é claro que aproveitou este pequeno momento para descontrair. A espera foi grande e a olhadela também. A menina até colocou as mãos nas ancas e pensou:
-Ai queres... toma lá disto...
Depois deste e de outros episódios saímos do aeroporto. E por esta altura já os nossos anfitriões esperavam. Já estavam à nossa espera para uma recepção, a todos os níveis, calorosa.
Mas primeiro era preciso matar o vício... e os primeiros que se despacharam foram os fumadores. Já são poucos, mas ainda são alguns. ( No futuro deverão ser menos).
Depois de umas conversas em franco-português tivemos de arrumar as malas nas "voitures" e fazer uns grupelhos para podermos seguir viagem até Mutzig.
O tempo já era pouco e por isso só pudemos pôr um pézinho na Suiça.
E assim seguimos pela "autoroute" até...
E aqui começou a primeira surpresa. O Zé Miguel, que ia no mesmo carro, começou a falar francês. É claro que tinha a pronuncia bem marcada da Salvada, mas meus amigos, ela falava um francês de 1ª àgua.
Mas a fome apertava e depois de uns telefonemas lá parámos na primeira área de serviço, em Relais Banheim. Ai a fome... ai a sede...
E foi ver o pessoal a escolher o que queria. Baguettes de meio metro... Sumos de litro....
- E "biéres" não???!!! Pois não... só podia beber uma cervejola quem comesse comida quente.. e alguns foram nessa «C'est la lois".
Outros estavam com tanto apetite que até ultrapassaram os seus desejos. Não só comeram como ainda pensaram em «afiar o dentinho» com algo mais apetitoso e regional.
O J. Quintas que se encontra apenas lesionado do tendão de aquiles pensou e viu que poderia imaginar outras actividades gastronómicas.
- Reparem na influência que alguns seres vivos têm sobre os olhos.
Mas ele só olhou apesar de já estar a esfregar as mãos....
O Zé Miguel, fluente na língua de Sarkosy, virou-se para ela e disse:
- Olá...
- Ça vas?! retorquiu ela...
- Sim, sim... da Salvada. Salvada de Beja... Ela conhece-me...
E assim se passou mais um momento de pura poesia.
E assim atravessámos a auto-estrada até Mutzig. Todos... Todos???
- Não, porque uma das viaturas da coluna foi a uma prova de vinhos.
(E a única coisa que podemos testemunhar é a cara de contentamento que eles traziam quando chegaram ao Centro de Estágio. E se querem mais informações sobre quem foram os cinco que... mandem um e-mail ).
Lá para as 18.00 já estámos todos reunidos.
E com muito sacrifício lá se provou a imperial e o «Picon». Alguns que eram muito caladinho e falavam pouco francês começaram a mostrar os seus dotes. Na imperial tinhamos que mostrar os nossos dotes. Mas devagarinho...
Afinal a recepção de Boas Vindas por parte da Sra. Presidente do Clube A.S. Mutzig estava para começar.
Depois das apresentações os discursos. Houve bons e maus discursos. Una percebiam-se melhor... outros como eram em francês percebiam-se pior.
Neste «Copo da Amizade» houve bolo e champagne com fartura.
E foi nesta altura que um simples acompanhante da comitiva começou a apresentar as suas credenciais. Na tradução e no "savoir-faire" começou a dar cartas...
Para já tudo corria bem...
Depois de uns biscoitos e de uma champagne tudo começou a correr melhor.
Bebidos uns bons copinhos o pessoal começou a trocar de roupinhas para a primeira jantarada. Nem mais nem menos... Um a um todos se encaminhavam para as suites e passado um quarto de hora apareciam com a farda de gala.
O jantar prometia e o que vinha a seguir ainda mais. Foi nesta altura que as coisas começara a estar de feição. Foi nesta altura que começou aquilo que muitos já estavam a prever que ia acontecer. Foi nesta altura que os leões vieram beber água ao rio.
Mas o que viria a acontecer fica para a crónica da noite de 25 de Abril. Os festejos ainda estavam à beira de começar...




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