13 outubro 2008

Também nós sabemos o que significa a Albânia...

A poucos metros da linha lateral os dirigentes do Castrense abraçaram-se como se estivessem a jogar em casa, como se tivessem conquistado o campeonato do Mundo de futebol, como se os seus lutadores tivessem acabado de dar um valente soco no estômago dos adversários. E deram. E um daqueles muito grandes. Há muito tempo que a a nossa equipa não ficava com os olhos tão negros e inchados. E a única boa notícia, para o Alcácer do Sal F.C. é que só volta a ter que dar a cara daqui a quinze dias, altura em que algumas marcas do combate do jogo já estarão em fase avançada de cicatrização, em que muitos já não se lembrarão bem do porquê de ter perdido.
Esta tarde é para apagar do mapa ou para afixar no quadro do Zé Lima que a terá de mostrar aos seus jogadores antes dos próximos jogos.
Foi uma miséria de ideias. A nossa equipa teve demasiados tiques de equipa de terceira categoria, demasiados erros de jogadores iniciados. Nem visão de jogo, nem vontade, nem audácia, tudo coisas que normalmente surgem naturalmente num campo de futebol.
Em dias como este, a nossa equipa assemelha-se a um tio distante que não se lembra do nome do sobrinho, mas que ocasionalmente lhe oferece dinheiro para comprar uma guloseima.
É bom, é pouco, perde-se com o tempo.
O Castrense, no dia 11-10-2008, sem querer tornou-se na nossa Albânia....
Mas, deste ponto de vista, só podemos melhorar.

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