18 março 2012

Em tempo de Quaresma...

A Cruz do Zé Miguel
Como é que um jogo de futebol pode parecer a quaresma??
Será que algum dos praticantes merece ir para a cruz?
A estas e outras perguntas responderemos já a seguir.....

Glossário:
A quaresma tem seu inicio na quarta-feira de cinzas e seu fim acontece no Domingo de Ramos. Face ás tentações deste mundo - que não são poucas - os cristãos realizam uma penitência...
Quaresma significa quarenta...
E este número 40 está repleto de simbolismos e significa o número da provação. O número 40 aparece diversas vezes como os 40 dias de dilúvio e Jesus também chegou a passar 40 dias no deserto quando sofreu algumas tentações.
Para quem não resiste e comete erros - o que aconteceu muitas vezes ao Zé Miguel durante o jogo - deve aproveitar a quaresma, conforme determina a tradição, para se dedicar  à oração e à abstinência. ( No caso particular do Zé Miguel propomos a abstinência, o que significa que tem de deixar de fazer alguma coisa que goste, como por exemplo, como por exemplo... bem, deixar de «comer» alguma coisa que goste.)
E como isto tudo acaba na cruz.... decidimos que o Zé Miguel também lá ficava bem...

Jogo:
Num jogo louco, Alcácer do Sal F. C. e C. R. Golpilheira empataram a quatro. Sim, leu bem, 4-4. E até poderia ter sido por mais. E este empate foi o resultado mais adequado para o que foi produzido pelas duas equipas. Pedro Bernardo, João Campos, João Nunes e um auto-golo da equipa adversária permitiram que o nosso clube conseguisse um empate, ou melhor, fosse impedido de chegar à vitória.
Se alguma das equipas pensava que, nos primeiros quinze minutos de jogo, ia ser uma partida fácil e tudo estava decidido... arrependeu-se.
A partir daí, as duas equipas tiveram de se concentrar e deixar de dar «charutos» na bola já que, logo que assentaram ideias, se passou a assistir a um festival de bom futebol com enorme incerteza em relação ao resultado.
Mas vamos aos factos...
Em primeiro lugar dizer as duas equipas privilegiaram um futebol de ataque, sem ferrolhos, autocarros e coisa que o valha. E, quando assim é, os golos estão mais próximos de acontecer. 
Alcácer do Sal F. C.  começou melhor o jogo e cedo se colocou em vantagem com um auto-golo dos adversários e em cinco minutos de jogo poderia ter marcado mais dois ou três, tantas eram as oportunidades. Mas o  C. R. Golpilheira  mostrou sempre capacidade para correr atrás do prejuízo e... ... o mérito do nosso ataque foi superado pelo demérito da defesa..
... e em dez minutos sofremos três golos devido a erros claros dos defesas... os defesas ( claro que não vou dizer o nome do par de jarras ) falharam e sofremos e sofremos e sofremos!
Ao quarto de hora  o  Alcácer do Sal F. C.  já perdia por 1-3.
Havia que jogar e marcar. E o Pedro Bernardo reduz para 2-3. Mas no melhor golo do jogo os amigos da  Golpilheira fazem o 4-2. E no final da primeira parte o João Campos. E assim se atingiu o intervalo.
E da primeira parte sobressai a equivalência das duas equipas nos domínios do jogo, em que nenhuma conseguiu ter largos períodos de supremacia.
A segunda parte foi idêntica  e o golo do empate (4-4 final) do João Nunes só veio reflectir o bom jogo e a igualdade das equipas!
E este resultado sucede pelo que foi feito pelo ataque das duas equipas e pelo que não foi feito pelos defesas para o impedir. Queremos destacar (só para chatear o Zé Miguel) as falhas individuais dos elementos mais recuados da nossa equipa, que apesar de tudo, tiveram muita atitude.


A confraternização:
Com o final do jogo e todos já a pensar na terceira parte, rápido foi o banho para a confraternização, onde escusado será dizer, tudo correu bem com muito convivio, comida e bebida. Um abraço a todos os amigos da Golpilheira e em especial aos seus responsáveis que nos efectuaram o convite de participarmos no seu torneio em 2013.
E já estamos a caminho...

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